Blog

Uniformes Hospitalares e Transmissão de microrganismos

image.png

O enxoval e uniformes já são comprovadamente um potencial foco de contaminação no ambiente hospitalar. Muitas vezes, mantemos nossa atenção na esterilização de instrumentos, do ambiente e das mãos dos profissionais. Contudo, há relatos em que o paciente veio a óbito comprovadamente por infecção ocasionada pelos tecidos do centro cirúrgico, que foram fonte de infecção para a bactéria causadora da meningite em 1992 (BARRIE et al; 1992).

Diversos protocolos foram criados na tentativa de isolar ao máximo os fatores de risco, porém, alguns hábitos ainda podem contribuir para o alastramento de infecções. Dentre todo o enxoval, os jalecos/aventais cirúrgicos são os que abrigam mais microrganismos no Brasil (MUNOZ et al, 2012) . Isso se deve a vários fatores como o uso da peça fora do ambiente hospitalar, frequência da limpeza e higienizar os jalecos em casa. Estima-se que entre 64% e 89% das vezes, a higienização é feita na residência do profissional da saúde, o que contribui para a retenção dos microrganismos na peça, visto que, em casa, a higienização não segue as medidas recomendadas para a desinfecção.

Utilizar os jalecos nas ruas, lanchonetes e até transporte público podem colocar em risco não apenas pacientes como também podem aumentar o número de pessoas contaminadas. É uma questão não só de biossegurança, mas também de saúde pública! Por isso, já há em alguns estados, como Minas Gerais, a lei que proíbe o uso de jalecos fora do ambiente hospitalar (Lei 21.450 de 2014).

image(1).png

Outro fator de risco é o período entre as higienizações. O recomendado é que o jaleco seja higienizado, no mínimo, uma vez por semana sendo estudos estimam que a maioria dos profissionais realize a higienização em períodos de 2 semanas ou mais.

Ainda não há informações conclusivas sobre o tipo de tecido e sua influencia no potencial contaminante. Estima-se que as bactérias possam sobreviver de 10 a 98 dias na peça a depender do tecido (CHACKO et al, 2003).

A recomendação ainda é que todas as peças utilizadas sejam higienizadas em lavanderias hospitalares que seguem os protocolos recomendados para desinfecção e utilizam produtos específicos para este fim. A Lavanderia Eunice utiliza produtos importados com certificação para garantir uma higienização eficaz e diminuir o risco de infecções no ambiente hospitalar. Conheça mais sobre o nosso trabalho!

 

Referências

Barrie, D., Wilson, J. A., Hoffman, P. N., & Kramer, J. M. (1992). Bacillus cereus meningitis in two neuro surgical patients: An investigation into the source of the organism. Journal of Infection, 25(3), 291–297. doi:10.1016/0163-4453(92)91579-z 

Chacko L, Jose S, Isac A, Bhat K G. Survival of nosocomial bacteria on hospital fabricsIndian J Med Microbiol 2003;21:291

Munoz-Price, L. S., Arheart, K. L., Mills, J. P., Cleary, T., DePascale, D., Jimenez, A., ? Lubarsky, D. A. (2012). Associations between bacterial contamination of health care workers? hands and contamination of white coats and scrubs. American Journal of Infection Control, 40(9), e245–e248. doi:10.1016/j.ajic.2012.03.032