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Clorexidina, cloro e o surgimento de manchas em lavanderias hospitalar

Desenvolvida na década de 1940, a clorexidina é hoje utilizada como antisséptico de comprovada eficácia antimicrobiana, amplamente utilizado na área da saúde. Seu baixo custo, sua ação rápida e prolongada proporciona a este produto um custo benefício muito bom do ponto de vista médico. O mesmo não acontece, contudo, do ponto de vista da conservação do enxoval hospitalar.

Quando em contato com o cloro, substância também amplamente utilizada em hospitais para desinfecção de superfícies, a clorexidina reage, formando um precipitado de cor amarelo escuro. Quanto maior a concentração do cloro, maior a formação de precipitado e, consequentemente, mais intensa a cor. Em contato com peças do enxoval hospitalar, a coloração se forma de maneira quase instantânea.

Clorexidina.png

Fonte: FARIAS&ALVES, 2012

Devido ao alto potencial de manchas, o uso de cloro e seus derivados é desaconselhado a fim de preservar o enxoval. Entretanto, devido a sua ação saniante e seu baixo custo, muitas vezes é a primeira opção na lavação das roupas. Além disso, seu uso dentro das instalações hospitalares ainda é muito frequente, o que pode ocasionar mais manchas. A remoção destas manchas não é possível, podendo apenas ser atenuada ao longo do tempo. A única saída, portanto é evitar ao máximo o uso de cloro no processo de lavagem.

A ação do cloro nas roupas vai além das manchas. Com o uso constante e em concentrações altas, ele destrói as fibras do tecido, deixando-o com um mau aspecto além de provocar furos e rasgos.

Na Lavanderia Eunice, você tem a garantia de um processo livre de produtos clorados e nosso esforço constante em preservar o seu enxoval!

 

Saiba mais em:

FARIAS, R. & ALVES, F. Clorexidina e cloro na lavanderia: o que acontece na realidade? 2012. Disponível em: https://goo.gl/9e5b2o

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Lavanderia Hospitalar. Disponível em: https://goo.gl/rVxMLL

SILVA et al. O Gluconato de clorexidina ou o álcool-iodo-álcool na anti-sepsia de campos operatórios em cães. Ciência Rural, Santa Maria, v. 30, n. 3, p. 431-437, 2000. Disponível em: https://goo.gl/NNozMh